Entenda o que é a leishmaniose visceral
A leishmaniose visceral, uma doença parasitária, é causada por protozoários do gênero Leishmania e é transmitida principalmente pela picada de mosquitos conhecidos como mosquitos-palha. A zoonose tem um impacto significativo na saúde pública, especialmente em regiões tropicais e subtropicais. Ao infectar humanos e animais, pode levar a complicações graves, se não for tratada de maneira adequada.
Sintomas a serem observados
Os sintomas da leishmaniose visceral podem variar, mas algumas manifestações comuns incluem:
- Febre prolongada: Uma febre persistente é um dos primeiros sinais que podem surgir.
- Aumento do fígado e do baço: O inchaço destes órgãos ocorre devido à infecção.
- Perda de peso involuntária: Pacientes podem experimentar emagrecimento significativo.
- Fadiga e fraqueza: Um cansaço extremo pode ser sentido, impactando as atividades diárias.
- Anemia: A anemia, resultante da infecção, é outra complicação que pode surgir.
Como ocorre a transmissão da doença
A transmissão da leishmaniose não acontece de forma direta entre humanos e cães. Em vez disso, a origem é a picada da fêmea do mosquito-palha infectada, que se alimenta do sangue. É essencial entender que o controle do mosquito é crucial, já que este é o vetor primário da doença.

Importância do tratamento precoce
Diagnosticar a leishmaniose o mais cedo possível é fundamental. Se não tratado, a doença pode evoluir para uma condição severa, levando a complicações fatais. O tratamento precoce aumenta significativamente as chances de recuperação total. Assim, é vital buscar assistência médica imediatamente após o surgimento dos primeiros sintomas.
Ação da Vigilância Epidemiológica
A Vigilância Epidemiológica desempenha um papel crucial na prevenção e controle da leishmaniose. Recentemente, em Presidente Prudente, foi confirmado um segundo caso de leishmaniose humana em um menino de dois anos, que já se recupera após o tratamento. A Vigilância Epidemiológica Municipal (VEM) intensificará as ações no bairro Residencial São Lucas, anunciando operações que incluem:
- Orientação aos moradores sobre como separar e dispor corretamente de lixo orgânico.
- Recolhimento de materiais orgânicos em um dia específico.
- Manejo para controle do mosquito transmissor.
Dicas de prevenção para a comunidade
A prevenção da leishmaniose é vital para proteger tanto a população humana quanto a animal. Dicas de medidas preventivas incluem:
- Manter os quintais limpos: Evitar acúmulo de lixo e materiais que possam servir de abrigo para os mosquitos.
- Uso de coleiras repelentes: Para cães, as coleiras específicas ajudam a proteger contra a picada do mosquito.
- Atenção aos sintomas em cães: A vigilância sobre os sinais da doença nos pets é fundamental, pois alguns podem não apresentar sintomas visíveis.
Impacto dos casos caninos na leishmaniose
Os casos de leishmaniose canina são alarmantes e têm uma relação direta com o surgimento de casos humanos. Em 2026, Presidente Prudente registrou um total de 169 casos confirmados de leishmaniose em cães. Dessa forma, a vigilância contínua e a prevenção em cães e outros animais são essenciais para frear a propagação da doença.
Orientações para moradores do Residencial São Lucas
Os moradores da área onde novos casos foram registrados devem manter atenção redobrada. Recomenda-se:
- Cuidar da limpeza dos arredores, eliminando possíveis criadouros de mosquitos.
- Realizar o correto descarte de lixo e materiais que podem ser focos de doenças.
- Editar atividades de limpeza em grupo para fortalecer a prevenção.
Papel das coleiras repelentes em cães
O uso de coleiras repelentes é uma estratégia preventiva eficaz. Elas são projetadas para proteger os cães contra a picada dos mosquitos, reduzindo a possibilidade de eles se tornarem portadores do protozoário. Disponíveis em pet shops, as coleiras são uma arma vital na luta contra a leishmaniose, contribuindo para a saúde dos cães e, consequentemente, da população.
A importância da conscientização pública
A conscientização pública sobre a leishmaniose é essencial. Programas educativos devem ser implementados para informar a importância da prevenção, identificação precoce da doença e tratamento adequado. A colaboração da comunidade é fundamental para reduzir a incidência da leishmaniose e garantir a saúde de todos.


