A tarifa de ônibus em Presidente Prudente (SP) passou a custar R$ 6 em 1º de novembro, e passageiros cobram melhorias no serviço de transporte coletivo.
Segundo a Prefeitura de Presidente Prudente, o valor estava congelado desde janeiro de 2023, e o município destinou subsídios ao sistema nesse período.
Usuários ouvidos na terça-feira, 3 de novembro, relataram demora nos pontos e pediram mais ônibus e horários na cidade.

A Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob) relacionou o reajuste aos custos operacionais. A mudança também ocorreu após questionamentos do Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) sobre a situação financeira do transporte coletivo.
Passageiros relatam demora e cobram melhorias no serviço
Na manhã de 3 de novembro, a empregada doméstica Madalena Damasceno disse que os intervalos entre os ônibus podem chegar a uma hora. Ela relatou que a espera prolongada ocorre nos pontos de Presidente Prudente.
O vendedor Adrian Souza também cobrou o aumento da quantidade de veículos disponíveis. Ao comentar o novo valor, afirmou que a passagem já era cara quando custava R$ 5 e disse esperar que o serviço melhore com mais ônibus.
Para o estagiário Caio Henrique Araújo, a qualidade do transporte precisa acompanhar o reajuste da tarifa de ônibus em Presidente Prudente. Ele disse que o aumento pesará no orçamento mensal e espera uma experiência melhor como usuário.
As reclamações ouvidas em 3 de novembro se concentraram na demora e na oferta de veículos e horários. Os passageiros pediram mudanças no serviço prestado pela SOU Prudente, concessionária responsável pelo transporte coletivo na cidade.
Prefeitura justifica reajuste por custos e subsídios
O transporte coletivo de Presidente Prudente é operado pela Sancetur Santa Cecília Turismo Ltda., que atua com o nome SOU Prudente. Segundo a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob), a atualização considerou a elevação de despesas operacionais do sistema.
Entre os custos citados pela Semob estão combustíveis, salários, encargos trabalhistas, pneus, peças, manutenção e seguros. Esses itens compõem o cálculo da tarifa técnica, que corresponde ao custo efetivo do serviço por passageiro.
De acordo com a secretaria, a tarifa técnica é de R$ 15,23 por passageiro, enquanto o usuário paga R$ 6. Esse valor corresponde a cerca de 39% do custo calculado, e a diferença, superior a R$ 9 por passageiro, é coberta por subsídios municipais e outras fontes de custeio.
A Prefeitura informou que destinou aproximadamente R$ 54 milhões em subsídios durante o período em que a tarifa ficou congelada. O reajuste também veio após o Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) pedir esclarecimentos sobre a falta de atualização anual, a manutenção do valor e a situação financeira do sistema.

