Berta Lúcia: origem da devoção à menina prudentina

A capela com o túmulo de Berta Lúcia Fonseca, no Cemitério Municipal São João Batista, em Presidente Prudente (SP), está entre os locais visitados por devotos no Dia de Finados. A menina é conhecida popularmente como “santa prudentina”.

Berta nasceu em Minas Gerais, em 15 de novembro de 1939. Após a morte do pai, sua mãe, Ana Lúcia, mudou-se com ela para Presidente Prudente, segundo a história relatada pela família.

Aos quatro anos, Berta teve uma infecção no cérebro e morreu em 16 de fevereiro de 1944. Depois da morte da filha, Ana Lúcia passou a relatar graças atribuídas à intercessão da menina.

Eliana Galvão Martinelli, irmã de Berta, conta que um relato de proteção envolvendo a família ajudou a espalhar a devoção na cidade. Na capela, os visitantes deixam brinquedos, placas de agradecimento e imagens de santos católicos.

A infância de Berta Lúcia e sua morte aos quatro anos

Eliana Galvão Martinelli, irmã biológica de Berta Lúcia, integra os relatos familiares que preservam a história da menina. A mãe, Ana Lúcia, mudou-se sozinha para Presidente Prudente com a filha depois da morte do marido.

Conforme a história contada pela família, Berta teve uma infecção no cérebro ainda na infância. A doença antecedeu sua morte, aos quatro anos, em 16 de fevereiro de 1944.



A trajetória da menina começou em Minas Gerais, onde nasceu em 15 de novembro de 1939. A família passou a viver em Presidente Prudente após a mudança de Ana Lúcia, que ficou responsável por criar a filha.

Relatos de proteção e a capela no cemitério municipal

Eliana contou que um dos primeiros relatos de proteção atribuídos a Berta ocorreu durante um acidente doméstico. Enquanto a mãe cozinhava feijão, uma panela de pressão estourou; Eliana estava sentada no chão da cozinha, a certa distância do fogão, e o feijão caiu sobre ela.

Segundo a irmã, Ana Lúcia pediu a proteção de Berta e rezou a Jesus para que nada acontecesse com Eliana. Depois que deram banho na menina, a mãe chorou e agradeceu pelo que considerou um milagre.

Eliana relaciona o episódio ao início da devoção popular, que se espalhou pela cidade e levou moradores a pedir proteção à menina. A família mantém a crença de que Berta continua ajudando e abençoando os devotos.

O túmulo foi transformado em uma capela no Cemitério Municipal São João Batista, onde visitantes deixam bonecas, outros brinquedos, placas de agradecimento e imagens de santos católicos. No Dia de Finados, o local recebe pessoas que atribuem graças à intercessão de Berta Lúcia.



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